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Cientistas Determinam a Data do Manuscrito Voynich

Autor Gilberto Schoereder
15/02/2011

O Manuscrito Voynich, um dos livros mais misteriosos da humanidade, finalmente tem sua data confirmada por cientistas.


Cientistas Determinam a Data do Manuscrito Voynich

O Manuscrito Voynich, um dos livros mais misteriosos da humanidade, finalmente tem sua data confirmada por cientistas.

 

O Manuscrito Voynich, escrito numa linguagem que até hoje não foi reconhecida ou decifrada, foi datado pelo método do carbono-14, por cientistas da Universidade do Arizona. Segundo as pesquisas realizadas, o livro foi escrito entre 1404 e 1438, um século antes do que anteriormente se imaginava.
O livro vem sendo guardado na Biblioteca da Universidade de Yale, e as pesquisas também comprovaram que a tinta e as cores utilizadas condizem com o que era utilizado durante o Renascimento.
O livro é conhecido por esse nome por ter sido “descoberto” em 1912, numa coleção comprada pelo negociante de livros Wilfrid Voynich. O mais surpreendente é a linguagem em que foi elaborado, que até hoje ninguém conseguiu decifrar.
Alguns pesquisadores entendem que o manuscrito foi elaborado por Roger Bacon (1214-1294), mas com a nova descoberta essa possibilidade fica bem mais distante. O primeiro proprietário conhecido foi o imperador Rodolfo II (1552-1612), do Sagrado Império Romano, e diz-se que o livro foi oferecido a ele por John Dee (1527-1608), outro personagem famoso e misterioso da história.


Detalhe da página 78 do Manuscrito, na chamada "seção biológica".

Em 1921, o antiquário, supostamente especialista em decifrações, William Romaine Newbold, disse que tinha conseguido encontrar algumas soluções; ele afirmou que o texto trazia informações sobre a nebulosa de Andrômeda, sobre cromossomos, microscópios e telescópios, além de outros instrumentos que não existiriam na época da elaboração do texto. No entanto, cientistas entendem que, sem uma base, a decifração é impossível.
Não demorou muito para surgirem inúmeras suposições acerca da origem do manuscrito, algumas afirmando que os conhecimentos contidos no livro têm origem extraterrestre, ou que são resquícios de civilizações desaparecidas há milênios.
O especialista em computação Gordon Rugg, da Universidade Keele, afirmou que o manuscrito é um excepcional trabalho de criptografia, realizado por Edward Kelley, um empresário da época elizabetana. Segundo Rugg, o manuscrito foi comprado pelo Imperador Rodolfo II por 600 ducados, uma verdadeira fortuna na época. "As pessoas claramente pensavam que ele continha ensinamentos secretos e grande conhecimento", disse Rugg, "e estavam dispostas a pagar para aprendê-los".
Rugg sustentou que a linguagem não tem o menor sentido, e foi criada por Kelley como uma forma de ganhar dinheiro.

Também se disse que os textos foram elaborados a partir dos contatos com o Além realizados por John Dee – que, por sua vez, esteve associado a Edward Kelley. Dee é uma das maiores personalidades dos séculos 15 e 16, envolto em muitos mistérios. Diz-se, por exemplo, que ele conseguiu estabelecer um contato com o anjo Uriel; era um estudioso de alquimia, magia, astronomia, astrologia e foi o preferido de reis a rainhas. Dee também é considerado um cientista influente na Inglaterra, em particular sob o reinado de Elizabeth I.

Não é difícil tentar relacionar John Dee com o Manuscrito Voynich, uma vez que ele foi um especialista em linguagem simbólica. Um de seus livros mais conhecidos, o Monas Hieroglyphica, publicado em 1564, foi escrito, segundo se diz, em estado de êxtase místico. O próprio Dee disse que ele era apenas “a pena de Deus”, que escreveu por meio dele.



Por outro lado, a nova datação para o Manuscrito Voynich elimina a possibilidade de John Dee tê-lo escrito. Outros pesquisadores tinham afirmado que John Dee teve acesso ao Manuscrito, e que conseguiu obter informações importantes dele.
Do suposto contato com os anjos estabelecida por Dee, em especial com o anjo Uriel, o estudioso disse ter elaborado uma linguagem própria, a partir de informações fornecidas pelos próprios anjos, linguagem que chamou de “enoquiana”.
Seja como for, a origem e objetivo do livro continuam um mistério.


O site www.dcc.unicamp.br/~stolfi/voynich/ traz uma série de estudos e teorias sobre o manuscrito.


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