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Autor Gilberto Schoereder
22/09/2013

Nos últimos anos, várias experiências vêm sendo realizadas por cientistas do mundo inteiro, no sentido de comprovar, com bases sólidas, a existência da precognição. Por Wanise Martinez e Gilberto Schoereder


Notícias do Futuro

 

Nos últimos anos, várias experiências vêm sendo realizadas por cientistas do mundo inteiro, no sentido de comprovar, com bases sólidas, a existência da precognição.

 

 

Wanise Martinez e Gilberto Schoereder

 

 

(Foto: Guillaume Riesen).

 

 

 


 

Sempre que nos sentimos assustados ou atemorizados por uma determinada situação, nosso corpo parece “pular” ou “estremecer”. Normalmente, isso é encarado como um reflexo natural. No entanto, estudos recentes indicam a possibilidade de que exista algo de diferente nessa situação. Em outras palavras, essa tendência para “estremecer” pode ser uma resposta do nosso sistema nervoso autônomo a determinados estímulos. Só que essa resposta pode surgir até mesmo “antes” do corpo entrar em contato com esses estímulos.
Tal evidência surgiu de várias experiências desenvolvidas para explorar possíveis sinais fisiológicos de uma experiência de precognição, conhecida como pressentimento ou resposta pré-estímulo.
Os primeiros estudos sobre pressentimento foram conduzidos pelo pesquisador e parapsicólogo Dean Radin, do Instituto de Ciências Noéticas, em Petaluma, Califórnia, entre 1997 e 2004.
A experiência de Radin consistiu em apresentar aos sujeitos do experimento imagens que surgiam aleatoriamente numa tela de computador, com apelos “afetivo” e “neutro”. Ao mesmo tempo, media a atividade elétrica nas células nervosas da pele. As chamadas fotos afetivas eram imagens que despertavam uma forte reação emocional, fosse de medo ou choque, como fotografias de acidentes fatais, vítimas de assassinato ou animais ameaçadores, ou imagens que provocavam excitação, como as eróticas. Já as fotos neutras mostravam imagens que não mexem tanto com nossas emoções, como aparelhos domésticos ou paisagens simples.


(Foto: Dean Radin).

O pesquisador percebeu que as pessoas tinham mostrado maiores mudanças na atividade elétrica da pele momentos antes de verem uma foto afetiva, comparado com as alterações antes de uma foto neutra ser vista. Segundo ele, isso sugere que o sistema nervoso desses indivíduos estava produzindo um “pulo” emocional como resposta à fotografia afetiva, antes mesmo dela ter sido mostrada. Ou seja, é como uma resposta emocional a um evento futuro.
Em estudos seguintes, desta vez ao lado do pesquisador Dick J. Bierman, o parapsicólogo Dean Radin indicou que as fotos afetivas ligadas a temas de violência tendiam a produzir pressentimentos mais fortes, principalmente se fossem mostradas por menos tempo. Outros estudos independentes seguiram pela mesma linha de ação, porém utilizando outros estímulos, como sons de alarmes, disparados aleatoriamente nos ouvidos dos sujeitos que participavam das experiências. A conclusão foi a mesma: todos respondiam ao estímulo antecipadamente.

Nos últimos anos, um número cada vez maior de pesquisas passou a tratar desse mesmo assunto, inclusive sugerindo que outras partes do corpo, como o coração, também pudessem ter pressentimentos como resposta a estímulos.
Um desses estudos foi publicado na última edição de 2007 do Journal of Alternative and Complementary Medicine, realizado pelo próprio dr. Radin juntamente com a pesquisadora Eva Lobach, da Universidade de Amsterdã. Nele, os pesquisadores usaram um eletrencefalógrafo (EEG, que registra graficamente as correntes elétricas) para gravar a atividade das ondas cerebrais lentas (ondas teta, com frequência abaixo de 8 pulsos por segundo) da região occipital, associada à visão, ao mesmo tempo em que os sujeitos eram estimulados visualmente de forma aleatória.
A estimulação foi feita por meio de rápidos flashes de luz emitidos diretamente nos olhos dos sujeitos através de óculos opacos equipados com LEDs (light-emitting diode; diodos emissores de luz).
Para cada teste, o sujeito clicava num mouse de computador que mantinha na mão. Após quatro segundos – que consiste no período em que ocorre o pressentimento –, o computador escolhia um gerador de número eletrônico aleatório para determinar se os LEDs seriam ativados ou continuariam no escuro até o final do teste, o qual era indicado por um som do computador. Então, o processo era repetido para o próximo teste. A probabilidade do sujeito ver ou não a luz era de exatamente 50 por cento para cada teste. Os resultados do EEG indicaram que, durante o período de pressentimento, as mulheres registraram um nível de atividade das ondas cerebrais levemente maior nos testes em que os LEDs acenderam.
Esse nível mais elevado de atividade cerebral sugere um tipo de antecipação ou resposta antecipada à luz, parecida com o pressentimento. Por outro lado, os homens mostraram um efeito exatamente oposto; a atividade das ondas cerebrais ficou levemente mais lenta nos testes em que o flash brilhou.
As descobertas de Radin e Lobach encontram paralelo em outros estudos do cérebro relacionados ao pressentimento e à precognição. Por exemplo, em 2002, D.J. Bierman e H.S. Scholte monitoraram a atividade cerebral dos sujeitos usando imagens de ressonância magnética enquanto eles observavam imagens “afetivas” e “neutras” apresentadas aleatoriamente. Eles também descobriram que níveis mais elevados de atividade cerebral surgiam na região occipital exatamente antes dos sujeitos observarem imagens afetivas.
O fato é que, apesar da existência do fenômeno da precognição já estar estatisticamente comprovada, experiências como essas podem ajudar a comprovar o fenômeno em bases mais sólidas. Apesar da resistência de parte da comunidade científica.


Dean Radin.

Site: http://www.deanradin.com/NewWeb/deanradin.html


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