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De Onde Mesmo?

Autor Gilberto Schoereder
06/07/2011

Histórias de países lendários, imaginários ou realmente existentes em outras dimensões e seus habitantes que, de vez em quando, apareceram entre nós.


De Onde Mesmo?

 

 

Histórias de países lendários, imaginários ou realmente existentes em outras dimensões e seus habitantes que, de vez em quando, apareceram entre nós.

 

Gilberto Schoereder

 

(Foto: Jeferson Rodrigues)

Charles Fort (1874-1932), autor de O Livro dos Danados – e praticamente quem começou com as pesquisas sistemáticas de acontecimentos insólitos no planeta – inventou um nome para um mundo no qual viveriam seres gigantescos: Monstrator. Ele também tinha um nome para o mundo dos seres pequeninos: Elvera. Ele se referia à possibilidade de que esses mundos realmente existissem em algum lugar – que poderia ser mais ou menos facilmente alcançável –, e do qual surgiriam alguns dos objetos e eventos mais estranhos que ele registrava em suas pesquisas. Poderia muito bem estar se referindo a outra dimensão.
Mas bem antes dele, já circulava pela Europa um nome igualmente misterioso: Magonia. Diz-se que o nome foi registrado pela primeira vez pelo arcebispo Agobard (c. 779-840), da cidade francesa de Lyon. O nome ficou mais conhecido quando o famoso ufólogo francês Jacques Vallée usou-o como título de seu livro Passaporte Para Magonia, compilando um século de aterrissagens de OVNIs (de 1868 a 1968, quando o livro foi publicado).

 

 

 

Charles Fort, o jornalista e pesquisador que deu início à série de investigações sobre eventos estranhos e objetos impossíveis encontrados no planeta.


 

 

 

 

 

 

Em seu livro De Grandine et Tonitrua, o arcebispo Agobard escreveu que encontrou por acaso uma multidão que pretendia linchar três homens e uma mulher. Quando perguntou às pessoas por que eles pretendiam executá-los, a multidão respondeu que eles tinham descido ali de uma "nave de nuvem", vindos de Magonia. Agobard também escreveu que existem muitos homens mergulhados em tanta estupidez que acreditam existir uma região, à qual chamam de Magonia, onde os navios navegam nas nuvens, tendo como missão carregar para esse país os frutos da Terra que forem destruídos por tempestades e granizo.
Em que pese o fato dos camponeses estarem enfrentando problemas com suas colheitas e inventarem todo tipo de histórias, há quem pense que não deixa de existir uma certa verdade por trás desses países imaginários criados pela população, e que os avistamentos de OVNIs já eram comuns na época, para não falar das aterrissagens.

Jacques Bergier, outro grande pesquisador do insólito, chegou a sugerir, em seu livro Os Mestres Secretos do Tempo, que nossa história poderia estar recheada de visitas de viajantes do tempo. Isso explicaria, por exemplo, os "objetos do futuro" que foram encontrados no passado remoto, aqueles objetos "impossíveis" de existir de determinadas épocas.

O próprio Bergier apresentou em outro livro um caso interessante de um possível país não existente. O nome surgiu em 1954, no Japão, quando o governo decidiu verificar o passaporte dos estrangeiros residentes no país e encontrou um homem com um passaporte do Tuared, país que não existe, mas que, segundo o homem, ia da Mauritânia ao Sudão, tomando ainda parte da Argélia. Diz-se que o caso nunca foi devidamente esclarecido, pois o homem parecia acreditar firmemente no que dizia. Foi internado num sanatório.
Para alguns, esse poderia muito bem ser o caso de alguém que, um belo dia, sai de casa, vai para o aeroporto, toma um avião para outro país, dorme e acorda em outra dimensão. E é internado.
Os relatos dessa possível relação entre nosso mundo e outros mundos, paralelos ou que existem "nas nuvens", são muitos. Fala-se sobre a misteriosa ilha de San Brandan, parte das lendas da Idade Média, que teria a capacidade de aparecer e desaparecer periodicamente. Em 1967, por exemplo, alguns disseram que a viram reaparecer perto das Ilhas Canárias.
No deserto do Arizona também existe a lenda de uma cidade fantástica que surge de tempos em tempos, como uma miragem, e sempre no mesmo local. Os que juram ter visto a tal cidade afirmam que ela tem uma arquitetura sem traços em comum com a terrestre.
O que não se sabe é como algumas pessoas conseguem o passaporte para esses outros locais.


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